Bem...como já devem ter reparado eu nunca actualizava muito as notícias desportivas, então decidi substituir esse separador, por um em que eu possa falar do paranormal/sobrenatural, aqui vou revelar pesquisas, provas da existências ou não de algum fenómeno paranormal, etc.
(em relação à informação postada, não quer dizer que eu acredite ou não no que posto no blog, simplesmente vou postar informação que ache interessante sobre fenómenos paranormais, e cada um acredita ou não conforme quiser)
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Cientista pode ter manipulado dados sobre o aquecimento Global
Às vésperas da conferência mundial sobre o clima que começa nesta segunda-feira (7) em Copenhague, uma suspeita criou indignação entre cientistas, pesquisadores e líderes políticos. Trocas de e-mails revelaram que o renomeado climatologista britânico, professor Phil Jones, director da Unidade de Pesquisas sobre o Clima (CRU) da Universidade de East Anglia (Inglaterra), teria manipulado dados de pesquisas com o intuito de aumentar projecções dos efeitos do aquecimento global sobre o planeta.

As mensagens vazaram depois que alguns hackers teriam invadido a rede da CRU e colocado on-line as conversas electrônicas entre o professor Jones e outros especialistas.
Em um dos e-mails é mencionado um “truque” utilizado para alterar as estatísticas do aumento da temperatura na Terra, ocultando na realidade reduções de temperaturas. O cientista sob suspeita se defende e diz que a palavra “truque” foi utilizada fora de contexto e não está relacionada a nenhuma farsa.
Diante dos acontecimentos, o professor Phil Jones, renunciou temporariamente o seu cargo na semana passada. Jones já recebeu mais de U$ 10 milhões para realizar pesquisas sobre o clima.
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que recebe dados da CRU, anunciou que vai investigar as recentes acusações e deve se pronunciar sobre o assunto. “É um assunto sério e vamos estudar com detalhe", declarou o indiano Rajendra Pachauri, presidente do IPCC.
Até os prémios do ex-presidente americano Al Gore estão em jogo, caso seja comprovado às alterações propositais dos dados. Al Gore ganhou o Oscar em 2007 por seu documentário “Uma verdade inconveniente”, quando alertou o mundo sobre as mudanças climáticas e suas graves consequências. O filme também o ajudou a ganhar o Prémio Nobel da Paz no mesmo ano.
As alterações do clima não mais questionáveis, porém as exageradas projecções futuras podem ter sido manipuladas e a comunidade científica mundial exige explicações. Mais de 190 países estão reunidos na conferência do clima em Copenhague que vai até o dia 18 de Dezembro, numa tentativa de estabelecer novas metas para a redução de emissões de gases do efeito estufa, que substituirá o Protocolo de Kyoto em 2012.
Foto: Cientista britânico Phil Jones, durante visita ao Laboratório de Estudos Climáticos, (LCS), da Administração Meteorológica da China. Crédito: LCS.
-Apolo11.com (adaptado)

As mensagens vazaram depois que alguns hackers teriam invadido a rede da CRU e colocado on-line as conversas electrônicas entre o professor Jones e outros especialistas.
Em um dos e-mails é mencionado um “truque” utilizado para alterar as estatísticas do aumento da temperatura na Terra, ocultando na realidade reduções de temperaturas. O cientista sob suspeita se defende e diz que a palavra “truque” foi utilizada fora de contexto e não está relacionada a nenhuma farsa.
Diante dos acontecimentos, o professor Phil Jones, renunciou temporariamente o seu cargo na semana passada. Jones já recebeu mais de U$ 10 milhões para realizar pesquisas sobre o clima.
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que recebe dados da CRU, anunciou que vai investigar as recentes acusações e deve se pronunciar sobre o assunto. “É um assunto sério e vamos estudar com detalhe", declarou o indiano Rajendra Pachauri, presidente do IPCC.
Até os prémios do ex-presidente americano Al Gore estão em jogo, caso seja comprovado às alterações propositais dos dados. Al Gore ganhou o Oscar em 2007 por seu documentário “Uma verdade inconveniente”, quando alertou o mundo sobre as mudanças climáticas e suas graves consequências. O filme também o ajudou a ganhar o Prémio Nobel da Paz no mesmo ano.
As alterações do clima não mais questionáveis, porém as exageradas projecções futuras podem ter sido manipuladas e a comunidade científica mundial exige explicações. Mais de 190 países estão reunidos na conferência do clima em Copenhague que vai até o dia 18 de Dezembro, numa tentativa de estabelecer novas metas para a redução de emissões de gases do efeito estufa, que substituirá o Protocolo de Kyoto em 2012.
Foto: Cientista britânico Phil Jones, durante visita ao Laboratório de Estudos Climáticos, (LCS), da Administração Meteorológica da China. Crédito: LCS.
-Apolo11.com (adaptado)
Cientistas propõem construção de uma cúpula sobre Houston
Uma ideia já vista em filmes e desenhos animados que imaginam um mundo futurista, como na famosa série Os Jetsons dos anos 80, foi proposta por um grupo de cientistas norte-americanos.

Uma equipa de engenheiros quer construir uma cúpula gigante envolvendo toda a cidade de Houston, no Texas, nos Estados Unidos. O objectivo seria proteger a região dos efeitos do aquecimento global.
A bolha gigante deixaria Houston, onde fica a sede de controle da agência espacial americana (Nasa), isolada de tempestades severas, furacões e até tornados. Além disso, a cidade também estaria livre em tese das altas temperaturas.
No projecto dos engenheiros, Houston seria envolvida por uma cobertura de 21 milhões de metros quadrados, a maior do mundo.
Os engenheiros mostraram que Houston usa anualmente mais energia eléctrica que a cidade de Los Angeles. A passagem de furacões pela região custa em média 10 biliões de dólares para a cidade.
Arte: Concepção artística mostra como seria a cidade de Houston protegida por uma cúpula protectora. Crédito: Divulgação do projecto.
-Apolo11.com (adaptado)

Uma equipa de engenheiros quer construir uma cúpula gigante envolvendo toda a cidade de Houston, no Texas, nos Estados Unidos. O objectivo seria proteger a região dos efeitos do aquecimento global.
A bolha gigante deixaria Houston, onde fica a sede de controle da agência espacial americana (Nasa), isolada de tempestades severas, furacões e até tornados. Além disso, a cidade também estaria livre em tese das altas temperaturas.
No projecto dos engenheiros, Houston seria envolvida por uma cobertura de 21 milhões de metros quadrados, a maior do mundo.
Os engenheiros mostraram que Houston usa anualmente mais energia eléctrica que a cidade de Los Angeles. A passagem de furacões pela região custa em média 10 biliões de dólares para a cidade.
Arte: Concepção artística mostra como seria a cidade de Houston protegida por uma cúpula protectora. Crédito: Divulgação do projecto.
-Apolo11.com (adaptado)
domingo, 6 de dezembro de 2009
Igreja quer incentivar doação de órgãos

Ana Jorge admite a possibilidade de acabar com as taxas moderadoras dos utentes que decidam doar órgãos.
No encerramento do Encontro Nacional da Pastoral da Saúde que decorreu em Fátima, Ana Jorge diz que a proposta tem de ser bem analisada, embora tenha garantido que, até ao momento, o tema não foi objecto de discussão.
“Não há nada em cima da mesa para se discutir sobre esse assunto, mas se isso foi discutido aqui como forma de aumentar as dádivas em vida, pode ser objecto de discussão e análise em Ministério. Tem de ser bem analisado.”
A Comissão Nacional da Pastoral da Saúde defende a sensibilização da população para a doação de órgãos, quer em vida ou após a morte.
No encerramento do seu vigésimo segundo encontro nacional, que decorreu em Fátima, a comissão da pastoral da saúde considerou a doação de órgãos uma forma privilegiada de caridade.
Foi proposta a criação, nas paróquias, de grupos de doadores de órgãos e de sangue, e a pastoral comprometeu-se a elaborar informação para sensibilizar a população para a importância da doação em vida e em morte.
O coordenador da Pastoral da Saúde, Pe. Vítor Feytor Pinto, considera que é preciso passar da colheita para a doação: “não estarmos só preocupados com a colheita, queremos educar as pessoas a terem a iniciativa para a doação, mas enquanto isso não existe, não podemos sacrificar as pessoas que morrem porque não houve um dador, quando há tantos e tantos órgãos se perderiam”, considera.
-Rádio Renascença
Cascais Jazz, século XXI
Mais de duas décadas depois, o Cascais Jazz está de regresso. Nos próximos dias 4, 5 e 6 de Dezembro, presta-se homenagem à memória do seu criador, Luís Villas-Boas.
São muitas as histórias guardadas no baú das memórias do Cascais Jazz, o festival que, de 1971 a 1988, trouxe até Portugal alguns dos maiores nomes do jazz mundial. Corria o ano de 1971, quando João Braga e Luís Villas-Boas (também conhecido como o "pai do jazz em Portugal") conseguiram iludir a censura e realizar finalmente o sonho de organizar um grande festival de jazz. Com um cartaz de luxo, que faz ainda hoje qualquer fã desejar ter nascido umas décadas mais cedo, só para poder ver, no mesmo palco, lendas como Ornette Coleman, Miles Davis, Dizzy Gillespie ou Thelonious Monk, o Cascais Jazz representou uma verdadeira pedrada no charco no marasmo cultural e social do regime de então. "Foi uma coisa de loucos. O Pavilhão do Drámatico não tinha as mínimas condições. O chão era de terra e a instalação eléctrica foi colocada de borla, quase na véspera, pela empresa do engenheiro Azevedo e Silva, para quem eu trabalhava na altura. Se não fosse ele não teria havido festival", recorda com humor o produtor de concertos de jazz Duarte Mendonça, 78 anos, co-organizador do Cascais Jazz a partir de 1974 e agora responsável pelo seu ressurgimento em versão século XXI.
A ideia surgiu-lhe há dois anos, durante uma tarde de praia no Algarve. "Questionei-me sobre o que teria acontecido à marca Cascais Jazz. Quando cheguei a Lisboa, liguei para o Instituto de patentes e registei a marca e o logotipo", lembra. Em seguida contactou Maria Helena, a viúva de Villas-Boas, que apoiou de imediato o projecto. Tal como aconteceu com a Câmara de Cascais, que vai aproveitar a ocasião para homenagear Villas-Boas, desaparecido há 10 anos, com uma sessão solene antes do concerto de abertura, a cargo do veterano saxofonista americano Lee Konitz. "Para esta primeira edição o objectivo é reavivar o espírito original do Cascais Jazz", desvenda Duarte Mendonça. Para isso, o produtor foi buscar alguns dos músicos que passaram pelo antigo festival. "Tudo gente de idade avançada, como eu, mas que continuam, ainda hoje, a tocar em grande forma", refere. São os Guests of Honour de um cartaz que inclui ainda nomes da nova geração e representantes do jazz nacional.
O momento mágico de Miles Davis
O primeiro a subir ao palco, nessa distante noite de 20 de Novembro de 1971, foi Miles Davis. Foi o próprio trompetista que fez questão de ser o primeiro a tocar, num concerto lendário, que ficaria na memória dos 10 mil espectadores presentes, uma audiência que só superada pelo Festival de Vilar de Mouros, realizado quatro meses antes. "Foi um dos melhores momentos da história do festival. O público escutou-o em silêncio e depois, no final, explodiu num imenso aplauso. Foi algo de mágico", lembra Duarte Mendonça. "Eu e o Villas Boas já o tínhamos visto cerca de 10 anos antes, num festival em França, em que chegou ao palco acompanhado de uma banda de miúdos, que ninguém conhecia de lado nenhum" (risos). Eram eles Herbie Hankock (piano), Ron Carter (contrabaixo), George Coleman (Sax) e Tony Willians (bateria). "10 anos depois estava a vê-lo novamente, mas desta vez em Portugal, num concerto em que tocou trompete com pedal de distorção, uma coisa nunca antes vista." Não podia haver melhor começo para um festival que, mesmo assim, poderia ter visto a sua história terminada logo nessa noite, quando, durante o concerto do saxofonista Ornette Coleman, o baterista Charlie Handen dedica o tema Song for Che aos movimentos de libertação de Angola e Moçambique. A maioria do público, no qual se incluíam nomes como Amália Rodrigues, Adriano Correia de Oliveira, Alexandre O'Neil ou Zeca Afonso, levantou-se imediato num aplauso ao músico, com muitos dos espectadores a levantarem o punho cerrado em saudação comunista. A polícia de choque ameaçou intervir, mas o espectáculo continuou. Quanto ao músico, foi levado para os calabouços da PIDE e depois entregue pelas autoridades à embaixada americana, para ser repatriado. As ameaças de cancelamento acabaram por não se concretizar e o festival lá prosseguiu na segunda noite, mas sob a condição de estarem presentes, entre o público, algumas centenas de agentes da PIDE, que tiveram o privilégio de assistir a outro dos momentos históricos do Cascais Jazz, a actuação do supergrupo Giants of Jazz, que incluía nomes como Thelonious Monk ou Dizzy Gillespie.
"No tempo da ditadura o festival era visto e vivido como um espaço de liberdade. O que explica também a grande afluência de público. Até os músicos ficavam admirados com tanta gente", recorda Duarte Mendonça. Ao longo de 18 anos, primeiro no Dramático de Cascais e depois no Pavilhão dos Salesianos, o Cascais Jazz trouxe a Portugal alguns dos maiores vultos da história do jazz, como Sara Vaughan, B.B. King, Charles Mingus, Sonny Rollins, Toots Thielem. "Os músicos estavam desejosos de vir, porque eram sempre muito bem recebidos pelo público. No início as pessoas iam mais pelo espírito que propriamente pelo jazz, mas depois muitos ficaram fãs. Não tenho dúvidas que há hoje muito mais gente a gostar de jazz por causa deste festival."
-Visão (adaptado)
São muitas as histórias guardadas no baú das memórias do Cascais Jazz, o festival que, de 1971 a 1988, trouxe até Portugal alguns dos maiores nomes do jazz mundial. Corria o ano de 1971, quando João Braga e Luís Villas-Boas (também conhecido como o "pai do jazz em Portugal") conseguiram iludir a censura e realizar finalmente o sonho de organizar um grande festival de jazz. Com um cartaz de luxo, que faz ainda hoje qualquer fã desejar ter nascido umas décadas mais cedo, só para poder ver, no mesmo palco, lendas como Ornette Coleman, Miles Davis, Dizzy Gillespie ou Thelonious Monk, o Cascais Jazz representou uma verdadeira pedrada no charco no marasmo cultural e social do regime de então. "Foi uma coisa de loucos. O Pavilhão do Drámatico não tinha as mínimas condições. O chão era de terra e a instalação eléctrica foi colocada de borla, quase na véspera, pela empresa do engenheiro Azevedo e Silva, para quem eu trabalhava na altura. Se não fosse ele não teria havido festival", recorda com humor o produtor de concertos de jazz Duarte Mendonça, 78 anos, co-organizador do Cascais Jazz a partir de 1974 e agora responsável pelo seu ressurgimento em versão século XXI.
A ideia surgiu-lhe há dois anos, durante uma tarde de praia no Algarve. "Questionei-me sobre o que teria acontecido à marca Cascais Jazz. Quando cheguei a Lisboa, liguei para o Instituto de patentes e registei a marca e o logotipo", lembra. Em seguida contactou Maria Helena, a viúva de Villas-Boas, que apoiou de imediato o projecto. Tal como aconteceu com a Câmara de Cascais, que vai aproveitar a ocasião para homenagear Villas-Boas, desaparecido há 10 anos, com uma sessão solene antes do concerto de abertura, a cargo do veterano saxofonista americano Lee Konitz. "Para esta primeira edição o objectivo é reavivar o espírito original do Cascais Jazz", desvenda Duarte Mendonça. Para isso, o produtor foi buscar alguns dos músicos que passaram pelo antigo festival. "Tudo gente de idade avançada, como eu, mas que continuam, ainda hoje, a tocar em grande forma", refere. São os Guests of Honour de um cartaz que inclui ainda nomes da nova geração e representantes do jazz nacional.
O momento mágico de Miles Davis
O primeiro a subir ao palco, nessa distante noite de 20 de Novembro de 1971, foi Miles Davis. Foi o próprio trompetista que fez questão de ser o primeiro a tocar, num concerto lendário, que ficaria na memória dos 10 mil espectadores presentes, uma audiência que só superada pelo Festival de Vilar de Mouros, realizado quatro meses antes. "Foi um dos melhores momentos da história do festival. O público escutou-o em silêncio e depois, no final, explodiu num imenso aplauso. Foi algo de mágico", lembra Duarte Mendonça. "Eu e o Villas Boas já o tínhamos visto cerca de 10 anos antes, num festival em França, em que chegou ao palco acompanhado de uma banda de miúdos, que ninguém conhecia de lado nenhum" (risos). Eram eles Herbie Hankock (piano), Ron Carter (contrabaixo), George Coleman (Sax) e Tony Willians (bateria). "10 anos depois estava a vê-lo novamente, mas desta vez em Portugal, num concerto em que tocou trompete com pedal de distorção, uma coisa nunca antes vista." Não podia haver melhor começo para um festival que, mesmo assim, poderia ter visto a sua história terminada logo nessa noite, quando, durante o concerto do saxofonista Ornette Coleman, o baterista Charlie Handen dedica o tema Song for Che aos movimentos de libertação de Angola e Moçambique. A maioria do público, no qual se incluíam nomes como Amália Rodrigues, Adriano Correia de Oliveira, Alexandre O'Neil ou Zeca Afonso, levantou-se imediato num aplauso ao músico, com muitos dos espectadores a levantarem o punho cerrado em saudação comunista. A polícia de choque ameaçou intervir, mas o espectáculo continuou. Quanto ao músico, foi levado para os calabouços da PIDE e depois entregue pelas autoridades à embaixada americana, para ser repatriado. As ameaças de cancelamento acabaram por não se concretizar e o festival lá prosseguiu na segunda noite, mas sob a condição de estarem presentes, entre o público, algumas centenas de agentes da PIDE, que tiveram o privilégio de assistir a outro dos momentos históricos do Cascais Jazz, a actuação do supergrupo Giants of Jazz, que incluía nomes como Thelonious Monk ou Dizzy Gillespie.
"No tempo da ditadura o festival era visto e vivido como um espaço de liberdade. O que explica também a grande afluência de público. Até os músicos ficavam admirados com tanta gente", recorda Duarte Mendonça. Ao longo de 18 anos, primeiro no Dramático de Cascais e depois no Pavilhão dos Salesianos, o Cascais Jazz trouxe a Portugal alguns dos maiores vultos da história do jazz, como Sara Vaughan, B.B. King, Charles Mingus, Sonny Rollins, Toots Thielem. "Os músicos estavam desejosos de vir, porque eram sempre muito bem recebidos pelo público. No início as pessoas iam mais pelo espírito que propriamente pelo jazz, mas depois muitos ficaram fãs. Não tenho dúvidas que há hoje muito mais gente a gostar de jazz por causa deste festival."
-Visão (adaptado)
sábado, 5 de dezembro de 2009
Música transforma noite em Lisboa
Super Bock em Stock
A música regressou à Avenida da Liberdade. A ideia de poder assistir a novos projectos nacionais e internacionais levou esta sexta-feira milhares de pessoas à segunda edição do Super Bock em Stock (SBES).
A edição deste ano ficou marcada pelos concertos da saltitante e colorida Ebony Bones, do bem acompanhado The Legendary Tigerman, dos texanos Voxtrot e dos britânicos Wild Beasts, que na noite de sexta-feira protagonizaram os espectáculos mais concorridos pelo público. O Teatro Tivoli depressa esgotou a lotação da sala e nem as horas de espera à porta garantiram o lugar a todos os fãs.
Dos novos espaços do festival, destaca-se o restaurante terraço do Hotel Tivoli. Quem quis fazer parte da plateia e ver Federico Aubele ou Samuel Úria teve de esperar pela vez para entrar no elevador ou passar a um plano B e subir nove andares pelas escadas.
Mikkel Solnado também entusiasmou muitos e, apesar de não encher a sala 2 do São Jorge, foi muito bem recebido pelo público que ovacionou todos os temas do cantor.
Entre o público ouvido pelo CM, o ponto comum é um balanço positivo da noite. No entanto, a principal crítica à organização da segunda edição do SBES foi para a dificuldade em escolher face à proximidade dos horários e o atraso de alguns concertos, que muitas vezes começaram à hora marcada para outros.
-Correio da Manhã (Sofia Martins Santos)
A música regressou à Avenida da Liberdade. A ideia de poder assistir a novos projectos nacionais e internacionais levou esta sexta-feira milhares de pessoas à segunda edição do Super Bock em Stock (SBES).
A edição deste ano ficou marcada pelos concertos da saltitante e colorida Ebony Bones, do bem acompanhado The Legendary Tigerman, dos texanos Voxtrot e dos britânicos Wild Beasts, que na noite de sexta-feira protagonizaram os espectáculos mais concorridos pelo público. O Teatro Tivoli depressa esgotou a lotação da sala e nem as horas de espera à porta garantiram o lugar a todos os fãs.
Dos novos espaços do festival, destaca-se o restaurante terraço do Hotel Tivoli. Quem quis fazer parte da plateia e ver Federico Aubele ou Samuel Úria teve de esperar pela vez para entrar no elevador ou passar a um plano B e subir nove andares pelas escadas.
Mikkel Solnado também entusiasmou muitos e, apesar de não encher a sala 2 do São Jorge, foi muito bem recebido pelo público que ovacionou todos os temas do cantor.
Entre o público ouvido pelo CM, o ponto comum é um balanço positivo da noite. No entanto, a principal crítica à organização da segunda edição do SBES foi para a dificuldade em escolher face à proximidade dos horários e o atraso de alguns concertos, que muitas vezes começaram à hora marcada para outros.
-Correio da Manhã (Sofia Martins Santos)
Há mais meninas no Sapo Codebits
"Estamos a começar a distribuir comida, pizza e saladas no Codebits". Não, este aviso não é feito através de uma instalação de som na Cordoaria Nacional, em Lisboa, onde está a decorrer desde quinta-feira a terceira edição do Sapo Codebits, considerada a "maior montra de talentos nacionais e internacionais na área da programação informática". A informação é enviada através do Twitter e surge nos telemóveis ou nos computadores portáteis dos participantes que seguem o Codebits, onde recebem mensagens de 140 caracteres sobre o que ali se está a passar.

A maioria das raparigas agarradas aos computadores passou ou estuda na Universidade de Aveiro. Fabienne e Maria Miguel não são excepções.
Então os geeks - muitos rapazes, pouquíssimas raparigas - sentados desde manhã nas 70 mesas redondas espalhadas ao longo da Cordoaria Nacional levantam a cabeça, tiram as mãos do teclado e pensam em comida.
No Sapo Codebits, além de se poder assistir a vários workshops (completamente indecifráveis para quem não for da área e não souber programação informática), pode-se participar no concurso que ao longo de 24 horas consecutivas permite aos participantes terem uma ideia, desenvolvê-la e apresentá-la depois em 90 segundos na sessão final, que se realiza hoje. Aqueles que forem considerados os dez melhores projectos serão apoiados e concretizados com ajuda financeira e recursos do Sapo. É essa a graça da coisa: networking (conhecer pessoas com os mesmos interesses, trabalhar em rede e encontrar parceiros).
A Cordoaria Nacional foi preparada especialmente para os três dias de "talento e divertimento". O recinto é tão grande que a equipa de produção optou por utilizar bicicletas para se deslocar. Nas janelas foram colocados painéis brancos para que não entrasse luz (fica aquela sensação de não se saber se é de noite ou de dia) e foi dado a cada participante um pequeno candeeiro para colocar no teclado. Como há quem faça directas ou até durma por lá, também receberam uma bolsa com o que costumam dar nas viagens de avião em executiva (meias, almofada, etc.).
Os organizadores receberam 1500 inscrições, seleccionaram 650 participantes e Celso Martinho, director de tecnologia de produto no Sapo e um dos seus fundadores, explica que foi graças ao currículo e ao portfólio que escolheram os que lhes pareceram ter o perfil mais adequado - os que mostraram iniciativa, motivação e já estavam envolvidos nas tecnologias da Internet. Pela primeira vez 50 mulheres foram seleccionadas (no ano passado só eram dez). "É bom ver que existe mais envolvimento, mas não quisemos fazer alarido. O Codebits não é só para programadores, engloba várias áreas de criatividade, abrimos o espectro."
A maioria das raparigas agarradas aos computadores passou ou estuda na Universidade de Aveiro (UA). É o caso de Maria Miguel, 21 anos, que se licenciou em Aveiro e agora está a fazer o mestrado em Design e Multimédia em Coimbra. Ela e Fabienne Pimenta, 19 anos, do curso Novas Tecnologias da Comunicação da UA, estão sentadas sozinhas numa mesa a pensar no projecto que irão apresentar. "Vai puxar um bocadinho para a arte computacional, mas ainda está em estado embrionário", diz Maria a rir-se. Só sabem que vai envolver linguagem processing (que permite fazer interacção com um computador com uma webcam). No ano passado alguém fez um projecto em que se conseguia jogar pingue-pongue com a cabeça interagindo com uma câmara.
Rede de solidariedade
Muito mais avançado está o projecto de Susana Coelho, 29 anos, uma repetente no Codebits. No ano anterior concorreu com o projecto iGive, uma rede social de solidariedade, e acabou por estagiar no Sapo, onde é Web designer. Na altura não arranjou programador para a ajudar e apresentou o projecto sozinha, mas entretanto, com um colega no Sapo, o programador André Luís, concretizou o iGive (igive.sapo.pt).
Se temos uma coisa que já não nos faz falta pode haver alguém que esteja a precisar dela. É esta a ideia base do iGive, que ajuda as pessoas a dar o que já não precisam e a encontrar o que procuram. É muito fácil, cria-se um perfil e assim se dá e se recebe. Depois as entregas dos objectos são feitas (pelo correio, pessoalmente...). O site só controla - através de um código que atribui aos objectos trocados/oferecidos - que a entrega se efectuou.
Susana Coelho ainda ouviu de alguns rapazes que o seu projecto era "lamechas" e que pertence ao "mundo dos sonhos" e das boas intenções. Mas ela, determinada, foi em frente. "Quis mostrar que as novas tecnologias e a Web nos podem aproximar e podem humanizar as nossas vidas", diz.
Parecia que todas as mulheres com quem falávamos no Codebits eram Web designers, até encontrarmos Teresa Barros, 36 anos, programadora que trabalha no Sapo. Tirou o curso de Gestão e Engenharia Industrial no Porto e fez o mestrado em Tecnologia e Multimédia. "Como fui para Engenharia, desde os 15 anos que era sempre a única rapariga da turma. O que aconteceu depois também um pouco por todos os sítios onde trabalhei", explica. No Sapo Codebits, com a sua equipa de cinco pessoas está a apresentar o portal de Widgets do Sapo (widgets.sapo.pt), onde se pode criar uma página e colocar e organizar todos os Widgets preferidos (pequena aplicação que tanto pode ser uma calculadora como um agregador de notícias). Teresa conta que nesta sua profissão ainda há preconceitos. "Quando vêem uma programadora mulher acham sempre que é inferior. Como há poucas, se conheceram duas que são más, generalizam e pensam que todas são péssimas. Precisamos de nos esforçar mais."
Quando se está muito tempo entre homens e eles nos começam a confundir com homens, "ficamos com uma visão diferente do sexo oposto", diz. Às vezes, os colegas esquecem-se que à sua frente está uma mulher. "Dizem "nós, os homens" ou contam as manhas que fazem em casa, por exemplo, para escapar às tarefas domésticas, como se o interlocutor à frente deles não fosse feminino." Para escapar a isso e por serem mulheres a trabalhar num mundo de homens, Teresa Barros e a sua colega Ana Godinho, gestora de produto que está sentada ao pé dela nesta Codebits, têm há anos o blogue O Interno Feminino, com divagações e reflexões do mundo no feminino. Onde menino não entra.
-Público (Isabel Coutinho)

A maioria das raparigas agarradas aos computadores passou ou estuda na Universidade de Aveiro. Fabienne e Maria Miguel não são excepções.
Então os geeks - muitos rapazes, pouquíssimas raparigas - sentados desde manhã nas 70 mesas redondas espalhadas ao longo da Cordoaria Nacional levantam a cabeça, tiram as mãos do teclado e pensam em comida.
No Sapo Codebits, além de se poder assistir a vários workshops (completamente indecifráveis para quem não for da área e não souber programação informática), pode-se participar no concurso que ao longo de 24 horas consecutivas permite aos participantes terem uma ideia, desenvolvê-la e apresentá-la depois em 90 segundos na sessão final, que se realiza hoje. Aqueles que forem considerados os dez melhores projectos serão apoiados e concretizados com ajuda financeira e recursos do Sapo. É essa a graça da coisa: networking (conhecer pessoas com os mesmos interesses, trabalhar em rede e encontrar parceiros).
A Cordoaria Nacional foi preparada especialmente para os três dias de "talento e divertimento". O recinto é tão grande que a equipa de produção optou por utilizar bicicletas para se deslocar. Nas janelas foram colocados painéis brancos para que não entrasse luz (fica aquela sensação de não se saber se é de noite ou de dia) e foi dado a cada participante um pequeno candeeiro para colocar no teclado. Como há quem faça directas ou até durma por lá, também receberam uma bolsa com o que costumam dar nas viagens de avião em executiva (meias, almofada, etc.).
Os organizadores receberam 1500 inscrições, seleccionaram 650 participantes e Celso Martinho, director de tecnologia de produto no Sapo e um dos seus fundadores, explica que foi graças ao currículo e ao portfólio que escolheram os que lhes pareceram ter o perfil mais adequado - os que mostraram iniciativa, motivação e já estavam envolvidos nas tecnologias da Internet. Pela primeira vez 50 mulheres foram seleccionadas (no ano passado só eram dez). "É bom ver que existe mais envolvimento, mas não quisemos fazer alarido. O Codebits não é só para programadores, engloba várias áreas de criatividade, abrimos o espectro."
A maioria das raparigas agarradas aos computadores passou ou estuda na Universidade de Aveiro (UA). É o caso de Maria Miguel, 21 anos, que se licenciou em Aveiro e agora está a fazer o mestrado em Design e Multimédia em Coimbra. Ela e Fabienne Pimenta, 19 anos, do curso Novas Tecnologias da Comunicação da UA, estão sentadas sozinhas numa mesa a pensar no projecto que irão apresentar. "Vai puxar um bocadinho para a arte computacional, mas ainda está em estado embrionário", diz Maria a rir-se. Só sabem que vai envolver linguagem processing (que permite fazer interacção com um computador com uma webcam). No ano passado alguém fez um projecto em que se conseguia jogar pingue-pongue com a cabeça interagindo com uma câmara.
Rede de solidariedade
Muito mais avançado está o projecto de Susana Coelho, 29 anos, uma repetente no Codebits. No ano anterior concorreu com o projecto iGive, uma rede social de solidariedade, e acabou por estagiar no Sapo, onde é Web designer. Na altura não arranjou programador para a ajudar e apresentou o projecto sozinha, mas entretanto, com um colega no Sapo, o programador André Luís, concretizou o iGive (igive.sapo.pt).
Se temos uma coisa que já não nos faz falta pode haver alguém que esteja a precisar dela. É esta a ideia base do iGive, que ajuda as pessoas a dar o que já não precisam e a encontrar o que procuram. É muito fácil, cria-se um perfil e assim se dá e se recebe. Depois as entregas dos objectos são feitas (pelo correio, pessoalmente...). O site só controla - através de um código que atribui aos objectos trocados/oferecidos - que a entrega se efectuou.
Susana Coelho ainda ouviu de alguns rapazes que o seu projecto era "lamechas" e que pertence ao "mundo dos sonhos" e das boas intenções. Mas ela, determinada, foi em frente. "Quis mostrar que as novas tecnologias e a Web nos podem aproximar e podem humanizar as nossas vidas", diz.
Parecia que todas as mulheres com quem falávamos no Codebits eram Web designers, até encontrarmos Teresa Barros, 36 anos, programadora que trabalha no Sapo. Tirou o curso de Gestão e Engenharia Industrial no Porto e fez o mestrado em Tecnologia e Multimédia. "Como fui para Engenharia, desde os 15 anos que era sempre a única rapariga da turma. O que aconteceu depois também um pouco por todos os sítios onde trabalhei", explica. No Sapo Codebits, com a sua equipa de cinco pessoas está a apresentar o portal de Widgets do Sapo (widgets.sapo.pt), onde se pode criar uma página e colocar e organizar todos os Widgets preferidos (pequena aplicação que tanto pode ser uma calculadora como um agregador de notícias). Teresa conta que nesta sua profissão ainda há preconceitos. "Quando vêem uma programadora mulher acham sempre que é inferior. Como há poucas, se conheceram duas que são más, generalizam e pensam que todas são péssimas. Precisamos de nos esforçar mais."
Quando se está muito tempo entre homens e eles nos começam a confundir com homens, "ficamos com uma visão diferente do sexo oposto", diz. Às vezes, os colegas esquecem-se que à sua frente está uma mulher. "Dizem "nós, os homens" ou contam as manhas que fazem em casa, por exemplo, para escapar às tarefas domésticas, como se o interlocutor à frente deles não fosse feminino." Para escapar a isso e por serem mulheres a trabalhar num mundo de homens, Teresa Barros e a sua colega Ana Godinho, gestora de produto que está sentada ao pé dela nesta Codebits, têm há anos o blogue O Interno Feminino, com divagações e reflexões do mundo no feminino. Onde menino não entra.
-Público (Isabel Coutinho)
Portugal cresce acima da média da Zona Euro
Recuperação nacional foi maior no 3.º trimestre, mas o ano de 2009 vai fechar negativo.
A economia da Zona Euro vai fechar 2009 em terreno negativo, mas mas na evolução trimestral o PIB mostra que já saiu da recessão. Portugal lidera na recuperação, mas os economistas dizem que este ritmo não se vai manter.
Os dados sobre a evolução da economia na Zona Euro e na UE mostram duas coisas: que em ambos os casos se saiu da recessão (na evolução trimestral do PIB) e que Portugal regista valores mais positivos que a média dos dois "grupos". Esta recuperação assenta essencialmente nas exportações - e alguma coisa no investimento -, mas o consumo privado mantém-se deprimido.
No seu conjunto, o PIB dos 16 países que integram o euro, cresceu 0,4% no terceiro trimestre face aos três meses imediatamente anteriores. Este valor confirma que a Zona Euro saiu oficialmente da recessão, depois de ter apresentado cinco trimestres consecutivos de contracção. Em Portugal, os números dos três meses terminados em Junho davam já conta de uma evolução (em cadeia) positiva (de 0,4%) e mostram que o PIB recuperou ainda mais (0,9%) no trimestre seguinte. Em ambos os casos, a recuperação portuguesa foi mais forte do que a média da Zona Euro. Mas para os economistas ouvidos pelo JN, estes valores não podem fazer-nos "embandeirar em arco", e lembram que todas as projecções indicam que vamos voltar a perder terreno face aos parceiros.
Estes números são a "fotografia" da economia na sua evolução trimestral. Mas quando se olha para a comparação homóloga (em relação a 2008), os valores são ainda negativos, nomeadamente no terceiro trimestre (ver quadro). É absolutamente certo que o valor do PIB anual português relativo a 2009 (ano completo) seja negativo. E "quando a economia estiver efectivamente a crescer, o que se prevê é que a recuperação portuguesa seja mais lenta", precisa o economista Daniel Amaral, acentuando ser "simpático olhar" para os valores trimestrais agora divulgados, ainda que não se lhes deva atribuir muita importância. Até porque, sublinha, a queda da actividade económica registada foi superior à queda do emprego, o que significa que o ajustamento nesta área ainda não foi feito.
Também Alberto de Castro, da Faculdade de Economia da Católica do Porto, considera que o facto de estarmos com uma evolução trimestral mais forte que a Zona Euro é melhor do que o contrário, mas alerta que se tratam de valores incapazes de gerar emprego.
Os dados do Eurostat fazem uma leitura geral das componentes do PIB e, nesse contexto, as exportações são o factor que mais está a puxar pela economia, já que o consumo privado até evoluiu negativamente.
Em relação a Portugal, aumenta de tom a convicção de que a recuperação da economia não será suficiente para por as contas públicas em ordem e são cada vez mais os que acreditam ou propõem (como fez o FMI) aumentos de impostos. Ontem, pela voz do ministro da Presidência, o Governo veio mais uma vez rejeitar subidas de impostos.
-Jornal de Notícias (Lucília Tiago)
A economia da Zona Euro vai fechar 2009 em terreno negativo, mas mas na evolução trimestral o PIB mostra que já saiu da recessão. Portugal lidera na recuperação, mas os economistas dizem que este ritmo não se vai manter.
Os dados sobre a evolução da economia na Zona Euro e na UE mostram duas coisas: que em ambos os casos se saiu da recessão (na evolução trimestral do PIB) e que Portugal regista valores mais positivos que a média dos dois "grupos". Esta recuperação assenta essencialmente nas exportações - e alguma coisa no investimento -, mas o consumo privado mantém-se deprimido.
No seu conjunto, o PIB dos 16 países que integram o euro, cresceu 0,4% no terceiro trimestre face aos três meses imediatamente anteriores. Este valor confirma que a Zona Euro saiu oficialmente da recessão, depois de ter apresentado cinco trimestres consecutivos de contracção. Em Portugal, os números dos três meses terminados em Junho davam já conta de uma evolução (em cadeia) positiva (de 0,4%) e mostram que o PIB recuperou ainda mais (0,9%) no trimestre seguinte. Em ambos os casos, a recuperação portuguesa foi mais forte do que a média da Zona Euro. Mas para os economistas ouvidos pelo JN, estes valores não podem fazer-nos "embandeirar em arco", e lembram que todas as projecções indicam que vamos voltar a perder terreno face aos parceiros.
Estes números são a "fotografia" da economia na sua evolução trimestral. Mas quando se olha para a comparação homóloga (em relação a 2008), os valores são ainda negativos, nomeadamente no terceiro trimestre (ver quadro). É absolutamente certo que o valor do PIB anual português relativo a 2009 (ano completo) seja negativo. E "quando a economia estiver efectivamente a crescer, o que se prevê é que a recuperação portuguesa seja mais lenta", precisa o economista Daniel Amaral, acentuando ser "simpático olhar" para os valores trimestrais agora divulgados, ainda que não se lhes deva atribuir muita importância. Até porque, sublinha, a queda da actividade económica registada foi superior à queda do emprego, o que significa que o ajustamento nesta área ainda não foi feito.
Também Alberto de Castro, da Faculdade de Economia da Católica do Porto, considera que o facto de estarmos com uma evolução trimestral mais forte que a Zona Euro é melhor do que o contrário, mas alerta que se tratam de valores incapazes de gerar emprego.
Os dados do Eurostat fazem uma leitura geral das componentes do PIB e, nesse contexto, as exportações são o factor que mais está a puxar pela economia, já que o consumo privado até evoluiu negativamente.
Em relação a Portugal, aumenta de tom a convicção de que a recuperação da economia não será suficiente para por as contas públicas em ordem e são cada vez mais os que acreditam ou propõem (como fez o FMI) aumentos de impostos. Ontem, pela voz do ministro da Presidência, o Governo veio mais uma vez rejeitar subidas de impostos.
-Jornal de Notícias (Lucília Tiago)
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