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sábado, 21 de novembro de 2009

Acelerador de partículas do CERN volta a operar um ano depois


Depois de um ano de atrasos e reparações, o Grande Colisor de Hadrões voltou a ser activado e os cientistas do CERN estão optimistas.

A experiência visa recrear as condições que deram origem ao “Big Bang” mas constitui, segundo alguns, um perigo para a Terra.

Conhecido pela sigla inglesa LHC, o maior acelerador de partículas alguma vez construído é um dispositivo gigantesco concebido num túnel circular de 27 quilómetros, colocado a 100 metros de profundidade na fronteira franco-suíça.


“As propriedades magnéticas da máquina são boas, a abertura está livre, não há nada pegado à conduta do feixe, em qualquer local, por isso é um sinal muito encorajador e um avanço notável”, disse Mike Lammont, o responsável pela operação.

A equipa de cientistas espera que a máquina ajude a desvendar as origens do universo através da colisão de partículas que só atingirão os níveis pretendidos em Janeiro.

Os investigadores esperam compreender os fundamentos da matéria ao nível dos átomos e das partículas sucessivamente mais pequenas que os compõem, e das forças que regem as suas interacções.

O projecto custou quase 4 mil milhões de euros e demorou 12 anos para ser construído.


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Uma em cada cinco crianças é pobre



Uma em cada cinco crianças portuguesas é pobre.
Portugal é o segundo país da Europa com maior índice de pobreza infantil, com uma taxa superior a 20 por cento.
Estes foram alguns dos dados deixados pela pró-reitora da Universidade do Minho, Paula Cristina Martins, na abertura do seminário sobre pobreza infantil que ontem teve lugar no Instituto de Estudos da Criança, no dia em que se assinalaram os 20 anos da assinatura da Convenção dos Direitos da Criança.

Promovido pela Rede Europeia Anti-Pobreza em Portugal, um dos objectivos deste seminário foi retratar a realidade portuguesa no que toca à pobreza infantil, contando, para isso, com a presença de vários oradores vindos de várias universidades do país.
Amélia Basto, da Universidade Técnica de Lisboa, apresentou alguns dos indicadores nacionais que caracterizam a situação portuguesa.

No inquérito do Eurostat (Gabinete de Estatística da União Europeia) às condições de vida e rendimento das famílias —dados de 2008—Portugal apresenta um risco de pobreza mais elevado do que acontece nos restantes países da União Europeia mas, no que concerne às crianças, esse risco é ainda superior.

“Cerca de 23% das crianças em Portugal estão em risco de pobreza. As crianças são o grupo mais vulnerável à pobreza”, diz Amé lia Bastos, considerando que estes são valores preocupantes pelas consequências que a pobreza tem ao nível dos mais novos.

Presente também neste seminário, o presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza em Portugal, Pe. Agostinho Jardim Moreira, afirmou que qualquer situação de pobreza corresponde a uma ausência dos direitos fundamentais, considerando que os efeitos de uma vivência de pobreza nas crianças são mais nefastos: têm menos possibilidades de serem saudáveis, de terem êxito na escola e de estarem afastados do sistema judicial.

Nesse sentido, o responsável deixou algumas propostas e recomendações elaboradas pela REAPN, onde se destaca a criação de um observatório nacional para as questões da infância, com vista a colmatar a necessidade de um diagnóstico sobre a situação das crianças no nosso país. Para além dos indicadores e a caracterização da situação de pobreza infantil, neste seminário foram também abordados temas como as políticas sociais e os trajectos de vida na infância.

Maria João Leote de Carvalho, da Universidade de Lisboa, Lirene Finfler, da prefeitura de Porto Alegre/Universidade Federal de Rio Grande do Sul foram os convidados do painel sobre trajectos de vida.
Lourdes Muñoz, da U. Complutense de Madrid e Edmundo Martinho, da Segurança Social falaram sobre políticas sociais.


-Correio do minho (Paula Maia)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Cientistas fotografam peixe raro a 7,6 mil metros de profundidade

Pela primeira vez, mini-submarino registra peixes vivos em fossa na costa da Nova Zelândia.




Cientistas que trabalham na costa da Nova Zelândia conseguiram fotografar peixes que habitam regiões profundas do oceano, 7.560 metros abaixo da superfície.

É a primeira vez que se vê peixes vivos em tamanha profundidade no Hemisfério Sul.

As criaturas, de aparência estranha e coloração rosada, foram fotografadas quando nadavam na Fossa de Kermadec, uma vala situada no fundo do mar perto da costa neo-zelandesa.

A equipe de pesquisadores vinha estudando a área com uma sonda submarina construída para suportar grande pressão.

O recorde oficial é de 1970, quando uma espécie foi localizada na Fossa de Porto Rico a uma profundidade de 8,37 km

No ano passado, a mesma equipe registrou a presença de peixes a 7.700 metros - a maior profundidade em que peixes foram filmados até hoje, segundo a equipe.

Os animais haviam sido encontrados na Fossa do Japão, no Oceano Pacífico, ao norte do Equador.


Aparência semelhante
As duas expedições integram o projecto Hadeep, que tenta expandir o conhecimento sobre a vida nas fossas oceânicas, as regiões mais profundas do mar.

Os peixes encontrados no mar profundo perto da Nova Zelândia têm aparência muito semelhante à daqueles encontrados no ano passado: de cor rosa pálida, com corpos arredondados e caudas longas - mas são, na verdade, de espécies diferentes.

Os habitantes da Fossa Kermadec são de uma espécie conhecida como Notoliparis kermadecensis, enquanto os da Fossa do Japão são da espécie Pseudoliparis amblystomopsis.

"O que nos intriga é que cada uma das fossas parece ter sido colonizada por esses peixes, apesar de estarem em hemisférios diferentes", afirmou o pesquisador Monty Priede, diretor do Oceanlab, da Universidade de Aberdeen, na Escócia, e responsável pelo projecto Hadeep. "Presumimos que evoluíram a partir de ancestrais semelhantes que habitavam regiões mais rasas."

"Essas espécies nunca são encontradas fora das fossas - são regiões muito isoladas. Você pode imaginar as fossas como se fossem ilhas."

Os peixes foram fotografados com o uso de um mini-submarino acoplado com uma câmara, conectado a um barco e controlado a partir da superfície.

O submarino foi carregado com peixes podres, para atrair os animais do fundo do mar e permitir que eles fossem fotografados e estudados.

Mas, diferentemente de 2008, neste ano a equipe de cientistas não conseguiu filmar os peixes (apenas fotografou), porque o submarino principal, que levava o equipamento de vídeo, foi perdido durante a operação.

Alan Jamieson, da empresa Oceanlab, que coordena o projecto, disse que ficou "devastado" com a perda do equipamento, avaliado em 150 mil libras (cerca de R$ 430 mil).

Sem Consenso
O debate sobre quais seriam as espécies de peixes a viver nas maiores profundidades do oceano divide especialistas.

Em 1960, os pesquisadores Jacques Piccard e Don Walsh baixaram a 10.910 metros na Fossa das Marianas, o ponto mais profundo dos oceanos.

Em seu livro "Seven Miles Down", Piccard relatou ter visto um tipo de peixe. Mas especialistas dizem que a 10 mil metros de profundidade, a pressão faria com que as janelas se curvassem, tornando difícil a visão do lado externo.

O recorde oficial do peixe encontrado à maior profundidade é do Abyssobrotula galatheae, localizado no fundo da Fossa de Porto Rico, em 1970, a uma profundidade de mais de 8.370 metros.

Os pesquisadores tentaram retirar o peixe para estudá-lo, mas ele morreu antes de chegar à superfície.

A descoberta da equipe da Oceanlab tem o recorde para o peixe de maior profundidade estudado vivo.

O pesquisador Monty Priede disse esperar que mais peixes possam ser eventualmente vistos a profundidades ainda maiores.


-BBC Brasil

Talk-show de Oprah vai acabar em 2011


Preparados ou não, aqui vai: após mais de duas décadas de transmissões regulares, o talk-show de Oprah Winfrey vai acabar. Os fãs da apresentadora - a mulher mais poderosa do show biz americano, de acordo com a Forbes - podem marcar nas suas agendas o dia 9 de Setembro de 2011. It’s the end.


Oprah com Al Gore, durante um programa em 2000



Anos a fio a mostrar a uma audiência média semanal cifrada em mais de 40 milhões de pessoas momentos emblemáticos da televisão americana, a rainha da TV desce do seu trono.

Para trás ficam imagens como a do actor Tom Cruise a saltar em cima do sofá do estúdio declarando o seu amor pela namorada (e actual mulher) Katie Holmes, que até deu origem à expressão “jumping the couch”, que entrou no léxico coloquial dos americanos quando estes se querem referir a alguém que perdeu a cabeça.

Outro dos momentos que vai ficar para a história da televisão americana aconteceu em 2004, quando Oprah ofereceu a todos os membros da plateia um carro novo, originando uma sessão de histeria colectiva entre o público.

A sua entrevista a Michael Jackson, em 1993, quando o cantor decidiu falar pela primeira vez sobre o facto de a sua pele estar a tornar-se gradualmente mais branca devido à vitíligo, foi a mais vista de sempre na televisão nacional, tendo reunido 62 milhões de americanos frente ao ecrã e perto de 100 milhões de pessoas no resto do mundo.

O apoio expresso que Oprah deu a Barack Obama durante a campanha para as presidenciais foi igualmente considerado fundamental para a sua vitória.

A atmosfera de à-vontade e de conversa franca que imprimiu ao seu programa redefiniram os talk-shows americanos, transformando Oprah num fenómeno cultural não só nos Estados Unidos mas em todo o Mundo, uma vez que o programa é transmitido em 145 países, incluindo Portugal (SIC Mulher).

Mas tudo tem um fim, e o “The Oprah Winfrey Show” também. O anúncio será oficializado hoje, pela própria Oprah, durante o seu programa em directo, mas um porta-voz da sua produtora, a Harpo (o nome de Oprah ao contrário) já avançou a notícia aos media.

“Oprah Winfrey vai pôr fim ao seu talk-show", declarou Don Halcombe. “Ela vai falar sobre isso no seu programa de amanhã [hoje]”.

O programa acaba oficialmente no dia 9 de Setembro de 2011, na recta final da sua 25ª temporada.

O império Oprah

O talk-show de Oprah teve as suas origens em 1984, quando a apresentadora se mudou para Chicago para ser a cara do programa da manhã da WLS-TV, uma estação local, o "AM Chicago”. Depressa este programa se tornou o talk-show mais visto na região e, passado um ano, tinha expandido o seu formato, passando para uma hora de emissão e sendo rebaptizado de "The Oprah Winfrey Show”. Em 1986 passou a ser emitido em todo o país, depois de a CBS ter comprado os direitos de transmissão.

Em Agosto de 2004, Winfrey assinou uma extensão do contrato para que o seu programa permanecesse no ar até 2011. E assim será, sem renovações posteriores.

Durante todos estes anos o talk-show serviu igualmente de rampa de lançamento para a carreira de várias pessoas: Mehmet Oz, o especialista em nutrição e saúde que já lançou uma série de livros sobre dietas que foram best-sellers, Phil McGraw, especialista em relacionamentos e famílias, que tem o seu próprio programa (Dr. Phil, transmitido na SIC Mulher), Suze Orman, especialista em assuntos financeiros, Martha Beck, uma life coach e, claro, Gayle King, a sua amiga de sempre e companheira de todas as ocasiões.

Pelo caminho, Winfrey foi igualmente revelando as suas batalhas contra o excesso de peso e relatou os abusos sexuais que sofreu em criança.

Através do seu programa, Oprah constituiu todo um império paralelo nos media mas também na filantropia: o popular clube literário Oprah's Book Club, a revista “O Magazine”, o Oxygen Media (um canal por cabo dedicado às mulheres que funciona 24 horas por dia), a fundação humanitária Oprah's Angel Network e, a título pessoal, a Oprah Winfrey Leadership Academy for Girls, a escola para raparigas que construiu a sul de Joanesburgo e que inaugurou em Janeiro de 2007.

De acordo com o “New York Times”, apesar de terminar o programa, Oprah, de 55 anos, não vai largar tudo para envelhecer frente à lareira. A apresentadora irá dedicar-se a um canal por cabo com o seu nome, o OWN (Oprah Winfrey Network). A Discovery Communications irá ser co-proprietária do canal, que funcionará em regime de pay-per-view. A saída de Oprah de canal aberto para um canal por cabo poderá vir a ser uma boa aposta. A apresentadora parece ter um toque de Midas e os anunciantes irão com ela para onde ela quiser, embora ainda se desconheça qual o papel que Oprah terá no novo canal, indica o “NY Times”.

A única coisa que se sabe, para já, é que o “The Oprah Winfrey Show”, tal como o conhecemos agora, não terá lugar no OWN.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Os temas esquecidos no efeito de estufa


Controlar a população da Terra e limitar os nascimentos será uma das possibilidades de reduzir a ameaça climática, conclui o relatório do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), publicado ontem. O documento não deverá ser discutido na Cimeira de Copenhaga, pois os temas demográficos têm estado do exterior do debate.

Segundo os demógrafos das Nações Unidas, nascem por semana 1,5 milhões de humanos. Em 2050, a população mundial, actualmente a rondar 6,8 mil milhões de pessoas, deverá estabilizar em torno dos 9 mil milhões.

Também fora do debate climático estará outro tema, o dos "outros" gases de efeito de estufa. São mais conhecidos o dióxido de carbono e metano, mas os cientistas estão a estudar o efeito devastador de alguns compostos contendo flúor e que a indústria produz em crescentes quantidades. Alguns destes gases, entre eles fluoreto de azoto ou os clorofluorcarbonetos (que se encontram no lixo de banais electrodomésticos), são muito mais eficazes do que o dióxido de carbono a bloquear uma parte da luz solar que o planeta deveria libertar para o espaço, em certas frequências de infravermelhos.

Placa gráfica Radeon HD 5970 bate record de velocidade

Esta nova placa da Radeon está equipada com dois GPUs Radeon HD 5870, ligados por um bus PCI Express com 48 linhas.

A nível de caracteristicas, a nova Radeon HD 5970 tem quase tudo a dobrar da anterior placa gráfica Radeon HD 5870, podendo quase dizer-se que a HD 5970 é duas HD 5870 em uma. Como se vai verificar nesta breve descrição das caracteristicas desta nova e veloz placa gráfica.

Têm 2x 1GB de memoria, 2x 80 unidades de processamento de texturas, 2x 1600 unidades de processamento de shaders, 2x 256 bits de bus de memória. A frequência a que os GPUs trabalham é que foi diminuída para 725 e 1000 MHz, por forma a regular o nível de temperaturas elevadas dentro da margem de segurança.


Apenas a PowerColor disponibilizou a informação de um preço recomendado para Portugal, que é de 579euros.


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Manual do H1N1


Gripe A

Perguntas e respostas que explicam tudo sobre o vírus que está a assustar o mundo.


O QUE DISTINGUE O A (H1N1) DO VÍRUS QUE CAUSA A GRIPE SAZONAL?

O vírus influenza A (H1N1) é um novo subtipo do vírus da gripe que afecta os humanos. Contém genes dos vírus do porco, das aves e das pessoas, numa combinação única. É esta a principal característica que o distingue do vírus causador da gripe normal.

OS SINTOMAS DESTA GRIPE SÃO DIFERENTES DOS DA GRIPE SAZONAL?

Os sintomas - febre alta, tosse, arrepios de frio, fadiga, dores no corpo, na cabeça e na garganta, vómitos e diarreia - coincidem com os da gripe sazonal, mas a componente gastrointestinal surge particularmente acentuada.

QUAL O PERÍODO DE INCUBAÇÃO DO VÍRUS E O DE CONTÁGIO?

O vírus pode ficar no organismo de 24 a 48 horas, até que apareçam os primeiros sintomas. O contágio ocorre ainda antes do aparecimento dos sintomas, e até sete dias após o início dos mesmos.

COMO SE PROPAGA?

O vírus passa de pessoa para pessoa, através do ar. O contágio só é eficaz em distâncias inferiores a um metro. Os espirros, a tosse, as secreções nasais ou dos olhos são as formas de o vírus se espalhar. Tocar numa superfície contaminada e de seguida mexer nos olhos, boca ou nariz também pode levar à disseminação do vírus.

COMO NOS PODEMOS PROTEGER?

Lavando as mãos com sabão, várias vezes por dia. Deve-se evitar tocar nos olhos, no nariz e na boca. É importante comer bem, dormir o necessário e gerir o stress, para manter o sistema imunitário de boa saúde e pronto a combater o vírus.

QUAIS SÃO OS VÍRUS MAIS PERIGOSOS?

Aqueles com grande capacidade de invadir diferentes órgãos, facilidade em multiplicar-se e de se disseminar. Tipicamente, os vírus influenza A, cujo reservatório natural são as aves aquáticas, são mais agressivos.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE A NOVA ESTIRPE A (H1N1) E A GRIPE DOS PORCOS E A DAS AVES?

A nova estirpe apresenta genes característicos dos humanos, dos porcos e das aves, pelo que é capaz de atingir cada uma destas três espécies. A gripe dos porcos afecta preferencialmente estes animais, enquanto a das aves está adaptada a estas espécies. No caso da gripe das aves provocada pelo vírus H5N1, ocorreu transmissão destes animais para as pessoas, em situações de contacto muito próximo, e nunca ficou provada a transmissão pessoa a pessoa.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DO H1N1?

Numa primeira fase, o diagnóstico faz-se pelos sintomas sugestivos de gripe. A prova final apenas surge após um exame laboratorial a material colhido no nariz. O teste implica uma análise genética ao vírus, de forma a que este seja completamente caracterizado.

HÁ MEDICAMENTOS PARA TRATAR A GRIPE?

Há quatro antivirais, mas nem todos são eficazes para a totalidade dos vírus. No caso da gripe H1N1, o vírus é sensível aos medicamentos Tamiflu e Relenza. As substâncias impedem a sua replicação no organismo, tornando mais curto o período de duração da doença, diminuindo a severidade dos sintomas e estancando o contágio. É forçoso que sejam tomadas nas primeiras 24 a 48 horas após o aparecimentos dos sintomas iniciais.

HÁ RISCO DE APARECIMENTO DE RESISTÊNCIA AOS MEDICAMENTOS?

Se não forem seguidas as indicações terapêuticas, há um sério risco de o vírus se ir adaptando aos medicamentos e de ganhar resistências. Este processo é semelhante ao que acontece com as bactérias e os antibióticos, e traduz-se numa adaptação dos organismos ao meio ambiente.

QUANTO TEMPO O VÍRUS SOBREVIVE FORA DO CORPO?

Varia muito, de acordo com as condições de humidade e temperatura. Estima-se que não sobreviva mais do que algumas horas.

FAZ SENTIDO TOMAR MEDICAMENTOS PREVENTIVAMENTE?

A estratégia adoptada depende do contexto epidemiológico. Em Espanha, por exemplo, país com fortes ligações ao México, onde tudo começou, existem dezenas de casos confirmados e foi verificada a transmissão secundária os infectados e as pessoas que com eles mantiveram contacto tomam, profilacticamente, os antivirais. Como em Portugal não existe um risco tão grande de contágio, normalmente não se recorre aos medicamentos tão cedo, mas como já foi referido, a estratégia adoptada depende do contexto epidemiológico.

A VACINA PARA A GRIPE SAZONAL É EFICAZ CONTRA O A (H1N1)?

Quando existe uma coincidência total entre a estirpe causadora da gripe e a que faz parte da vacina, a protecção ultrapassa os 90 por cento. Se a coincidência não é total, mas parcial, ocorre uma certa protecção, dita cruzada. Na última vacina sazonal, estava incluída uma estirpe de um vírus H1N1. É de prever, portanto, que as pessoas imunizadas sejam mais resistentes a esta nova estirpe do que aquelas que não foram vacinadas.

QUANTAS PESSOAS MORREM NA GRIPE SAZONAL EM PORTUGAL?

A época de gripe coincide com os meses do Outono e do Inverno. A mortalidade pode variar entre zero e muitos milhares. Em 2008/09 ocorreram cerca de 1 500 óbitos associados à gripe 80% dos casos correspondendo a idosos. No ano anterior, a mortalidade foi próxima de zero. Em média, há 2 400 mortes anuais, em Portugal, causadas por gripe. Valores muito acima da média aconteceram em 1998/99, com mais de 5 mil mortos. Regra geral, há uma relação directa entre a percentagem da população afectada e a mortalidade.

SE MORREU TÃO POUCA GENTE ATÉ AGORA, PORQUE É QUE ESTÃO A SER TOMADAS TANTAS MEDIDAS?

As precauções foram accionadas por se tratar de uma introdução rápida de um novo vírus causador de gripe nos humanos. O facto de se tratar de um organismo desconhecido, para o qual ninguém no mundo apresenta imunidade, fez temer o surgimento de uma nova pandemia. Um vírus novo tem a capacidade de infectar pessoas mesmo fora do período sazonal da gripe, ou seja, de atingir os dois hemisférios em simultâneo.

ESTÁ PREVISTO O APARECIMENTO DE UMA VACINA?

Há a possibilidade de esta nova estirpe ser incluída na vacina para a gripe sazonal. A decisão ficará dependente do que se passar nos próximos meses, no hemisfério sul. Os cientistas precisam de perceber se esta estirpe será dominante relativamente às estirpes circulantes. De qualquer modo, a produção de uma vacina tardará, pelo menos, três meses.

FONTES: Centro de Controlo de Doenças; Filipe Froes, pneumologista e consultor da Direcção-Geral de Saúde; European Centre for Disease Prevention and Control; Gabriela Gomes, epidemiologista do Instituto Gulbenkian de Ciência

Nasa anuncia descoberta de água em cratera da Lua

(noticiado na passada sexta-feira)

Impacto de foguete contra cratera no Polo Sul da Lua produz nuvem de material contendo água


SÃO PAULO - Dados preliminares da sonda Lcross indicam que a missão descobriu água durante os impactos de 9 de outubro com uma região em sombra perpétua no fundo da cratera Cabeus, perto do Polo Sul lunar.

O impacto criado pelo estágio superior do foguete Centauro produziu uma pluma de material dividida em duas partes, ejetado das profundezas da cratera. A primeira parte era composta de vapor e poeira fina e segunda, de material mais denso. Esse material não era exposto à luz do Sol há bilhões de anos.

Cientistas especulavam há anos sobre a explicação para as quantidades de hidrogênio detectadas nos polos lunares por missões anteriores. A descoberta de água pela Lcross ajuda a responder à pergunta. A água na Lua pode estar mais disseminada e existir em quantidade maior que a esperada, diz nota da Nasa.

Além disso, regiões lunares em sombra perpétua podem ter a chave da história e da evolução do Sistema Solar. E a água e outros compostos descobertos poderão ser recursos para astronautas em futuras missões.

Desde os impactos, a equipe cientistas da missão Lcross trabalha para analisar os dados que a nave recolheu. A equipe concentrou-se nos espectrômetros, que trazem as informações mais precisas sobre a presença de água.


Ampliação da imagem da pluma de material impelida pelo impacto na Lua. Divulgação/Nasa


"Estamos extasiados", disse Anthony Colaprete, principal cientista da missão. "Diversas linhas de evidência mostram que a água estava presente tanto na pluma mais leve e na cortina de dejetos criada pelo impacto do Centauro. A concentração e distribuição da água e outras substâncias requerem mais análise, mas é seguro dizer que Cabeus contém água".
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